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Utilidade Pública


Projeto Orquideas da Serra
 
Apresentação
Cerca de 2.300 espécies de orquídeas já foram registradas no Brasil, deste total 80% crescem na Mata Atlântica. Os locais de maior diversidade de espécies correspondem às montanhas úmidas, este ecossistema é o habitat natural de muitas das espécies que são cultivadas e comercializadas. Entre os muitos gêneros que aí ocorrem, alguns dos mais conhecidos e característicos da Mata Atlântica são:Sophronitis, Cattleya, Laelia, Zygopetalum, Promenaea, Oncidium, Miltonia e Pleurothallis.
Entre as espécies de orquídeas listadas como em extinção no Apêndice I do CITES (Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Fauna e Flora Selvagens em Perigo de Extinção), uma espécie é da Mata Atlântica (Laelia lobata) e outra crescia no seu bordo (Laelia jongheana), no entanto sabe-se que algumas outras espécies são agora raramente encontradas crescendo na natureza.
Embora o desmatamento e a destruição dos habitats sejam as principais ameaças para muitas orquídeas e para a flora e fauna em geral, o comércio associado à extração indiscriminada de orquídeas e outros organismos é ainda bastante preocupante.
As leis brasileiras combinadas com tratados internacionais são bastante severas no controle à extração da natureza, mas a sua implementação é difícil, especialmente em áreas remotas.
Poucos são os registros das espécies de orquídeas da Mata Atlântica de nossa região, baseamos nossas informações em relatos de orquidófilos amadores e moradores das regiões pesquisadas, e em expedições as matas com registros fotográficos in situ. Teremos como ponto de partida a Reserva Florestal da Serra do Palmital – Caçapava – SP.
A ação predatória foi praticada por muitos anos nas matas da Reserva Florestal da Serra do Palmital por comerciantes e orquidófilos inescrupulosos, grande quantidade de orquídeas e bromélias foram indiscriminadamente retiradas das matas da Reserva e das matas vizinhas, causando assim um grande desequilíbrio da flora local. A área da Reserva sofreu um severo choque antrópico com a pratica de corridas de motos e rallie de jeeps. Hoje com a proibição de esportes nestas áreas, a flora está em franca recuperação, as grandes trilhas abertas já se encontram em recomposição natural, as orquídeas que margeavam as trilhas foram retiradas ficando somente as que estavam em locais de difícil acesso. Muitos trabalhos de registros já foram realizados, porém foram esquecidos em arquivos de computador ou alguma gaveta empoeirada. Nosso objetivo é realizar registros in situ, convocar os orquidófilos profissionais e amadores através das Associações de Orquidofília de nossa região para que estes tragam seus registros para que possamos publicar em parceria com os nossos. Importante para a biologia da conservação é que traremos a público informações das espécies extintas ou em fase de extinção, para que assim possamos idealizar futuros projetos de regeneração e conservação.

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