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Utilidade Pública


Projeto Berço da Vida
Apresentação
As Bromeliaceae apresentam 56 gêneros e cerca de 3010 espécies, com distribuição essencialmente neotropical, há apenas uma espécie que ocorre no oeste da África. As bromélias têm sido tradicionalmente divididas em três subfamílias: Bromelioideae, Pitcairnioideae e Tillandsioideae (Luther, 2004).
Os representantes desta família apresentam de forma geral inflorescência de forma vistosa e em folhas distribuídas em roseta, usualmente com bainha alargada na base, propiciando a formação de um reservatório de água e nutrientes (Reitz 1983).

A capacidade de armazenar água em seu tanque torna as bromélias importantíssimas para a comunidade como um todo, o que a torna elemento importante para a ampliação da diversidade deste hábitat. Por esta característica, diversas espécies animais utilizam a água contida no tanque das bromélias para forrageamento, reprodução e refúgio contra predadores (Rocha et al. 1997).
Em floresta Atlântica as bromélias congregam cerca de 30% dos recursos alimentares usados por beija-flores e morcegos (Sazima et al. 1999, Sazima et al. 2000). Bromeliaceae está entre as poucas famílias em que a polinização por vertebrados predomina sobre a polinização por insetos (Sazima et al. 1989)
O epifitismo vascular baseia-se na interação entre duas espécies, em que o epífito utiliza-se apenas do substrato fornecido pelo forófito (espécie hospedeira) como base para seu desenvolvimento. Embora confundidos freqüentemente com espécies parasitas, os epífitos são independentes do forófito na obtenção e aproveitamento de nutrientes e água (Benzing 1990).

As bromélias assim como as orquídeas possuem espécies que são muito utilizadas ornamentalmente tais como as espécies de Dyckia, Tillandsia, Vriesia, Aechmea, Nidularium, Billbergia, Alcantarea entre outras. Além do aspecto ornamental alguns gêneros como o Ananas possui infrutescências carnosas conhecidas e apreciadas como o abacaxi ou como o gravatá (Joly, 1988).
O conhecimento da biodiversidade dos ecossistemas, através de levantamentos da flora, são essenciais para a conservação de áreas naturais ainda existentes, assim como uma potencial exploração racional dos recursos, turismo e pesquisas (Neto, 2007).
Localizada no Vale do Paraíba a Reserva da Serra do Palmital esta localizada em uma área de Mata Atlântica e é constituída por uma vegetação do tipo floresta ombrófila densa. A reserva sofre com a exploração de algumas de suas espécies como a do palmito jussara e epífitos. Restando apenas 4% da cobertura florestal primária no médio Vale do Rio Paraíba do Sul (Kronka et al. 1993).
Reserva Florestal da Serra do Palmital é localizada no município de Caçapava-SP. A área total do Município é de 378 Km2, sendo apenas 20,4% urbana e os outros 79,6% distribuídos entre a serra do Palmital e da serra do Jambeiro. A região é composta por uma área de Mata Atlântica em recomposição, essa área era antes ocupada por plantações de café, que cobriam todo o Vale do Paraíba, e que hoje já mostra recuperação da fauna e flora. (Bittencourt et al., 2006)

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