A
principal causa do declínio dos mamíferos da
Mata Atlântica é a perda e a fragmentação
do habitat (Fonseca et al.,1994, MMA 2002,
e referência ai citadas). A exploração
direta de espécies, no entanto é a segunda maior
causa de reduções de populações
naturais e extinções locais de animais ameaçados
(Rosser & Mainka 2002), e mamíferos (Mace &
Balmford 2000), no mundo.
Os dados para a Mata Atlântica são escassos,
pois o bioma abrange as regiões de maior densidade
populacionais do país, e o extrativismo e a caça
são práticas comuns nas áreas ainda florestadas.
A caça de animais silvestres ainda persiste na Mata
Atlântica (e.g., Oliver & Santos 1991, Sanches 1997,
IBAMA et al 1998, MMA 2002, Olmos
et al 2002) apesar de proibida desde 1967 em todo o território
nacional (Código da fauna, Lei nº 5.197/67), e
de sua recente criminilazação (Leis de Crimes
Ambientais, Decreto 3..179/1999). Os poucos estudos realizados
no Brasil sugerem que os mamíferos em áreas
de florestas tropicais, em condições naturais,
não são abundantes o suficiente para constituir
fonte de alimentação para grandes populações
humanas (Schubart, 1977; Peres, 1990; Cullen Jr., 1997; Cullen
Jr. Et al, 2000).
Apesar da comprovada importância dos mamíferos
de pequenos e grandes portes terrestres na dinâmica
das florestas tropicais, são raros os estudos sobre
esta comunidade, pois são animais difíceis de
serem capturados, em sua maioria possuem hábitos discretos
e suas densidades são relativamente baixas, porém
estes animais deixam sinais típicos no ambiente, como
seus rastros, fezes, tocas e restos alimentares. As pegadas
são os sinais mais freqüentemente encontrados
e de interpretação mais confiável, fornecem
identificação mais precisa da espécie,
sua territorialidade, de densidades relativas, de período
e tipo de atividade, de movimentos e até de tipos de
predadores (Becker & Dalponte, 1991).
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